sexta-feira, 26 de março de 2010

Navegar é preciso; viver não é preciso.


A Internet já é a principal fonte de informações dos turistas internacionais no mundo. De acordo com o Estudo da Demanda Turística Internacional (2005-2007), promovido pela EMBRATUR, estima-se que 24,4% do turista estrangeiro que vieram ao Brasil no período utilizaram a Internet como principal fonte de informações para a viagem, só perdendo para o boca a boca entre amigos e parentes (38,4%).  E com a expansão das redes sociais isso tende à inversão.

Buscando informações, planejando viagens, um número significativo e crescente de turistas consulta os sites oficiais das cidades e de estabelecimentos locais para tomar decisões sobre onde ir, onde comer, onde se hospedar. Consultam também os inúmeros sites de viagens onde outros viajantes costumam relatar suas experiências, fomentando uma autêntica e veloz propaganda boca a boca. Não se enganem o “turisnauta” - turista internauta – veio para ficar.

Dados levantados e divulgados pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil ajudam a entender a extensão desse fenômeno que afeta o turismo e praticamente todas as atividades econômicas. A Internet é usada por cerca de 1,5 bilhões de pessoas em todo o mundo. Na América Latina são 139 milhões de usuários, sendo que 50 milhões deles brasileiros. Os dados são da IWS – Internet Word Stats, colhidos em fevereiro de 2009.

A Pesquisa Tic Domicílios 2007 revela que 17% dos domicílios brasileiros têm acesso a Internet e, entre esses, mais da metade conectam com banda larga. O crescimento do uso da banda larga – que ultrapassou a conexão discada justo nesse ano – e a explosão do uso das Lan Houses – ainda principal local de acesso a Internet no país – mostram o potencial desse mercado que cresceu 900% desde 2000.

“Navigare necesse; vivere non est necesse”. Olha a atualidade da frase do general romano Pompeu dirigindo-se aos marinheiros amedrontados que se recusavam a cruzar os mares durante a guerra. O engraçado é que ele não podia imaginar que um dia fosse possível  navegar tão longe dos mares, tão perto da “nuvem”. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário