Um usuário visita em média cerca de 60 domínios por mês e gasta 37 minutos em cada sessão, ficando apenas 47 segundos em cada página visitada. Esse é o tempo que a página inicial do site do seu empreendimento tem para atrair seu cliente, mostrar seu produto, efetuar uma venda e iniciar uma relação com ele.
Pensa comigo. Que porto sua empresa construiu para receber esse marinheiro inquieto e instável, completamente empoderado por essa incrível sociedade da informação que construímos, capaz de decidir no segundo de um simples clique se seu produto será incluído ou deletado de uma lista onde estão todos os concorrentes do mundo?
Acha que estou exagerando? Estou em boa companhia, tenha certeza. Kotler desde a virada do século já apostava que ninguém mais faria contato ou fecharia um negócio sem antes checar a empresa na Internet. O que significa não apenas acessar um site, mas pesquisar sobre uma marca nos serviços de busca como o Google, rastreando blogs e comunidades. Nielsen explica bem esse dilema quando observa que a Web é o ambiente no qual o poder do cliente se manifesta no mais alto grau. “Quem clica no mouse decide tudo”, diz ele.
Na Web, a concorrência também se dá de forma transversal, lembra Kotler. Cada empresa concorre não apenas no seu segmento, mas com todos os outros milhões de sites existentes. Concorre pela atenção, pelo tempo do usuário e pelas expectativas que eles criam a partir da experiência que usufruem nos melhores sites da rede.
É gente, a web é um marzão, e mais cedo ou mais tarde percebe-se que junto com a oportunidade paira certa ameaça no ar. Por isso é importante se perguntar : que porto construímos para o viajante internauta? Ele é seguro? Ele é usável? Ele é hospitaleiro? Passa lá no site do seu empreendimento e me conta depois.
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